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Conheça as propostas do movimento popular para resolver a crise da habitação no país.
No dia 28, cerca de uma centena de associações e coletivos aderiram ao protesto “Casa Para Viver”, número que entretanto subiu para 120. Rita Silva saúda este facto, afirmando que a formação de novos coletivos pela habitação demonstra empenho e organização por parte das pessoas. Acrescenta ainda que este aumento de interesse por parte de organizações já existentes em relação à habitação, desde partidos políticos a associações cívicas, ecologistas e ambientais, feministas e antirracistas, anticapitalistas e por direitos laborais, demonstra que o movimento popular vai continuar a crescer. Rita Silva adianta que, tendo em conta a falta de interesse do Governo em ouvir as reivindicações, os coletivos vão sair com novas iniciativas muito brevemente.
Com a crise da habitação em Portugal em constante crescimento, os cidadãos estão a unir-se para exigir mudanças. O protesto “Casa Para Viver” é uma chamada para a ação, pedindo ao Governo para garantir “casa digna para todas as pessoas”. Com mais de uma centena de organizações a apoiá-lo, incluindo partidos políticos, associações cívicas, ambientais, feministas, anticapitalistas e por direitos laborais, o movimento popular apresenta várias propostas práticas para resolver a crise da habitação.
As reivindicações do protesto são claras: direito à habitação, direito à cidade e fim da exploração e do aumento do custo de vida. A solução começa com a regulação e controle das rendas, utilizando as casas vazias e suspendendo os despejos e a não-renovação dos contratos de arrendamento. Reduzir os alojamentos locais e suspender a penhora da casa de morada de família são outras propostas apresentadas. Além disso, o movimento popular pede a regulação dos “spreads” bancários, que têm aumentado as prestações bancárias e dificultado ainda mais o acesso à habitação.
A manifestação “Casa Para Viver” reuniu mais de 30 mil pessoas em sete cidades do país. A mobilização de associações e coletivos até então desconhecidos demonstra o compromisso e empenho das pessoas em garantir um direito fundamental: um lugar para chamar de lar. A organização lamenta os confrontos com a polícia no final do evento, mas reforça que a causa da habitação é mais importante do que qualquer incidente isolado.
O protesto “Casa Para Viver” é uma chamada para ação imediata e as organizações envolvidas estão determinadas a continuar a lutar por mudanças significativas. Com novas iniciativas em breve, o Governo não pode ignorar a voz dos cidadãos. É hora de garantir que todas as pessoas tenham uma casa digna para viver.
