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O estado tem mais de 400 imóveis devolutos e alguns deles, já com planos de reabilitação em marcha.
No Parque de Montesinho, em Trás-os-Montes, há mais de 40 imóveis devolutos, entre casas florestais e abrigos de turismo da natureza, que antes dinamizavam o turismo local. No entanto, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) garante que há planos de reabilitação em marcha para estes imóveis. Além disso, o Governo quer avançar com o arrendamento forçado de casas devolutas dos privados para colocar no mercado de arrendamento, o que pode ajudar a aumentar a oferta de habitação pública no país.
A maioria dos imóveis devolutos do ICNF situa-se no interior do país, como é o caso do Parque Natural de Montesinho. Grande parte dessas casas estão vandalizadas e sem mobílias, portas e janelas, que foram roubadas. Antes, estas casas tinham fins turísticos e eram muito procuradas pelos visitantes, o que dinamizava a economia local. Agora, o representante dos presidentes de junta de freguesia do Parque de Montesinho defende que estas casas devem ser atribuídas a associações e juntas de freguesia ou até mesmo vendidas a particulares, para que possam ser transformadas para fins que tragam pessoas à região.
O ICNF diz estar empenhado na reabilitação dos edifícios com a ajuda dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O objetivo é estabelecer parcerias de utilização com interesse público, para fins de investigação científica. No entanto, ainda não se sabe ao certo quantos imóveis públicos existem no país e quantos se encontram devolutos.
Resumindo, é preciso dar um fim a estes imóveis devolutos para que possam ser utilizados para fins que beneficiem a região. O ICNF já tem planos para a reabilitação dos edifícios e o Governo quer avançar com o arrendamento forçado de casas devolutas dos privados para colocar no mercado de arrendamento.
Esta medida pode ajudar a aumentar a oferta de habitação pública no país.
