Os jovens em Portugal estão enfrentando sérios problemas para encontrar habitações adequadas. Em meio às dificuldades, o governo apresentou recentemente um novo programa chamado Mais Habitação, que tem como objetivo combater a especulação imobiliária e proteger as famílias. No entanto, muitos jovens não estão satisfeitos com as medidas propostas.
Proteção dos senhorios em vez dos arrendatários
Para muitos jovens, as medidas apresentadas pelo governo parecem mais focadas na proteção dos senhorios do que dos arrendatários. Maria do Ó, uma jovem com casamento marcado para este ano, expressou sua insatisfação com a situação. Ela e seu futuro marido não conseguem encontrar uma casa adequada ao seu orçamento. Entre as 14 medidas propostas pelo governo, existe a promessa de reforço da “confiança dos senhorios” para que estes coloquem as suas casas disponíveis no mercado. No entanto, muitos jovens acreditam que essas medidas não trarão mais casas ao mercado e que o preço das casas não irá baixar.
Nenhuma medida que resolva o problema estrutural
Os jovens em Portugal continuam pedindo medidas que tenham impacto em todo o mercado imobiliário. Bruna Bruno, uma das poucas jovens que conseguiu comprar casa, viu a inflação aumentar a sua taxa de esforço de 15% para 26%. Ela afirma que não encontrou nenhuma medida que pareça resolver o problema estrutural de Lisboa que é a especulação. João Matos, de 28 anos, que vive em Lisboa através do Arrendamento Acessível, acredita que o “urgente” seria “acabar com benefícios fiscais para atrair investidores imobiliários”. Ele argumenta que é hora de deixar de fazer com que o mercado imobiliário se torne uma oportunidade de negócio e olhar para a habitação como um direito universal.
Os jovens não confiam nos senhorios
Dentro do eixo que visa a proteção das famílias, o Governo apresentou um apoio extraordinário de até 200 euros mensais para agregados familiares com taxas de esforço superiores a 35%, até ao sexto escalão de rendimento (e até aos limites de renda do Porta 65). À primeira vista, grande parte dos jovens estariam elegíveis, mas Gonçalo Gomes levanta um problema: a grande quantidade de jovens que arrendam casas e quartos sem contratos de arrendamento. “Saberá António Costa que a maioria dos senhorios não contratualiza os arrendamentos? Saberá António Costa que aqueles que contratualizam nunca incluem o valor da renda em recibos?”. Os jovens não confiam nos senhorios porque a experiência não tem sido boa.
Conclusão
Em resumo, os jovens em Portugal continuam enfrentando problemas em relação à habitação. Embora o governo tenha apresentado medidas para ajudar, muitos jovens não estão satisfeitos com as propostas e não acreditam que elas terão um impacto real no mercado imobiliário. Mais ações
