CGD Estuda Medidas para Evitar Preocupações Familiares

GCD Estuda Medidas para Evitar Preocupações Familiares

Imagem:  Raten-Kauf @pixabay

Complemento aos juros bonificados e fixação da prestação estão entre as opções em análise pela Caixa Geral de Depósitos (CGD)

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) divulgou lucros de 285 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano e anunciou que já reestruturou 8.000 créditos habitação, o que corresponde a menos de 3% da sua linha de crédito. O presidente da CGD revelou que o banco está a trabalhar para investigar medidas que possibilitem que mais famílias, que enfrentam dificuldades financeiras, cumpram com os seus compromissos. A implementação de um sistema de apoio adicional ao processo de bonificação dos juros, além da fixação da prestação, é uma das possibilidades em análise.

É provável que mais famílias necessitem de assistência ao longo deste ano, devido ao aumento das taxas de juro, pelo menos até ao verão. Muitos empréstimos estão indexados à Euribor a 12 meses, mesmo que as suas prestações ainda não tenham sido publicadas. O presidente da CGD assegurou que estão a ser pesquisadas várias opções para garantir que mais famílias não sejam afetadas, salientando que alterar taxas ou spreads exigiria “prejudicar” os clientes, o que não será feito.

Entre as medidas em análise, destaca-se a possibilidade de os clientes com dificuldades financeiras, que já beneficiam de medidas governamentais, serem elegíveis para um complemento às taxas de juro bonificadas. Está também a ser considerada a manutenção da prestação que os clientes deveriam pagar no primeiro semestre de 2022, antes do aumento significativo das taxas de juro. Essa prestação semelhante seria mantida durante um período de 18 meses, sendo a diferença acrescentada às últimas prestações do crédito. O presidente da CGD enfatizou que estas medidas continuam numa fase inicial de investigação e preferiu não fornecer mais informações neste momento.

O presidente da CGD mencionou que a maioria dos clientes do banco que enfrentam dificuldades financeiras no pagamento dos seus empréstimos hipotecários são clientes jovens que solicitaram empréstimos recentemente e não tiveram tempo suficiente para amortizar uma parte significativa do capital. Ele também destacou que a classe média é a mais afetada, uma vez que não tem acesso a crédito para habitação, ao contrário da classe alta, que consegue suportar o aumento das taxas de juro. A dívida média de um crédito habitação em incumprimento na CGD é de 69 mil euros.

A CGD está empenhada em encontrar soluções que atendam às necessidades das famílias, proporcionando-lhes uma rede de segurança financeira face à situação atual. Através do estudo de medidas como o apoio adicional aos juros bonificados e a fixação da prestação, a CGD busca oferecer suporte e alívio financeiro aos seus clientes.

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